Não há formula, método ou programa pronto que ensine uma pessoa a viver da melhor forma. Entregar-se a um modelo pronto, seja ele qual for, não é apenas uma bobagem é falta de coragem também. Seguir a trilha batida por outros é transferir responsabilidade e abrir mão de viver a própria vida.
Vida é movimento. Estar vivo significa construir permanentemente, estar pronto para as mudanças, sejam elas boas ou ruins, criando sempre as melhores soluções. Assim, penso que o melhor modo de viver sempre será aquele feito por cada um, com base nas suas experiências individuais e na sua relação com o mundo. É um método difícil, que exige uma boa dose de trabalho, audácia e responsabilidade.
Andei pensando nessas coisas neste fim de semana ao reler um dos capítulos do livro Walden de Henry David Thoreau, do qual destaco e seguinte trecho:
“Não gostaria que alguém adotasse meu modo de vida por motivo nenhum; pode ocorrer que antes que o aprenda, eu já tenha descoberto outro para mim, e além disso desejo que haja no mundo tanto quanto possível pessoas diferentes. Gostaria, sim, que cada um se empenhasse em descobrir e seguir seu próprio caminho, em vez do trilhado por seu pai, sua mãe ou seu vizinho. Que o jovem construa, plante ou viaje, contanto que não seja impedido de fazer aquilo que, segundo ele, gostaria de fazer. Somente de um ponto de vista matemático é que somos sábios, como o marinheiro e o escravo fugitivo que não perdem de vista a estrela Polar. Esta lhes serve de guia pela vida toda. Podemos não chegar ao porto dentro de um determinado prazo, mas devemos nos conservar na rota certa.” (p.30-31).
Com certeza não é a forma mais fácil, mas para mim representa Liberdade, Autonomia e Autossuficiência, valores que prezo muito.

